Mídia Rica, ou rich media, é um fenômeno recente no seu sentido eletrônico, mas suas origens datam desde a primeira necessidade de ter complementos visuais e sonoros para compartilhar informações como ideias, estudos, histórias e experiências. A mídia rica vem se desenvolvendo e avançando nos últimos 25 anos, ganhando força principalmente no meio eletrônico.
Para melhor nos situarmos quanto ao assunto, primeiro precisamos estabelecer a diferença entre mídia lean-back e lean-forward, a anterior é definida por ser passiva, como rádio, televisão, jornal, etc… a posterior é ativa, onde o usuário interage com ela fazendo escolhas, navegando, respondendo e adicionando conteúdo de forma geral.
Outro ponto importante para se notar é que a Mídia Rica é composta de quatro elementos: Uma plataforma de entrega, ferramentas de criação de conteúdo, um autor para o conteúdo, e mais importante, um público.
A Mídia Rica começou a ser utilizada no meio eletrônico por volta de 1987, quando a apple introduziu interfaces gráficas no Macintosh e criou o HyperCard, a primeira ferramenta multimídia. O HyperCard foi utilizado para criar apresentações para seus alunos contendo texto, áudio e imagens, ainda sem vídeo. Essas apresentações podia ser facilmente compartilhadas usando disquetes.
Nos anos que se seguiram, as coisas mudaram, o preto e branco deu lugar ao colorido, disquetes foram substituídos pelos cd’s, e a Apple foi trocada pela Microsoft, ao menos como plataforma de entrega. E com o advento do Windows 95, muitos dos obstáculos que impediam a criação e divulgação de mídia nas versões anteriores do Windows desapareceram.
Nesse meio tempo, a Macromedia era dona do espaço de Multimídia com suas ferramentas: ***Director e Authorware***. O primeiro usado para criar praticamente todos os CDs interaticos direcionados ao consumidor e o segundo era o padrão das indústrias para treinamentos em computadores. A Adobe, com o Photoshop e o Illustrator e a Apple com as ferramentas do Quicktime também eram fundamentais no campo de ferramentas de desenvolvimento de mídia.
Por volta de 1995, O WWW começou a ser utilizado, e foi um enorme passo adiante, pois ele organizou o público em uma plataforma comum, eliminando a necessidade de CDs e Disquetes, mesmo sendo uma forma primitiva de web, com um visual primitivo e pouca capacidade de animação e vídeo.
Para superar os concorrentes, a Macromedia adquiriu um produto: o Flash, uma ágil ferramenta de autoração e plug-in de navegador que traz para o usuário uma experiência similar a do Director. Hoje em dia ferramentas como o Flash e outras tecnologias Web deram oportunidade para sites como YouTube, Facebook, Hulu e outros. Com o poder midático crescente do HTML 5 somado à necessidade de estabilidade e bateria das plataformas móveis, a necessidade de se usar o Flash passa a ser contestada. Muitos autores apostam que o flash continuará a ser usado como ferramenta de autoração, mesmo se seu potencial como plug-in se torne ultrapassado.
No fim das contas, quando se trata de Mídia Rica – desde os tempos antigos de histórias em volta da fogueira – as plataformas e ferramentas podem mudar, mas nós continuaremos os mesmo. Continuaremos a alimentar nossa fome pelo conhecer, conectar e divulgar ideias, e continuaremos usando a mídia rica como um canal para fazê-lo.
E por essa razão somente, continuaremos leaning-in.
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